Cooperativismo:

Cooperativismo é o instrumento pelo qual a sociedade se organiza, por meio da ajuda mútua, para resolver diversos problemas relacionados ao seu dia-a-dia. Segundo a Política Nacional de Cooperativismo, as pessoas de uma sociedade cooperativista se obrigam reciprocamente a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica, de proveito comum, sem objetivo de lucro.
No Brasil, encontramos iniciativas cooperativistas em diversos ramos de atividade econômica, como eletrificação, telefonia, indústria, saúde, consumo, transporte, turismo, educação, habitação, mineração e crédito, dentre outros.
Destaca-se, em vários dos segmentos do cooperativismo, o fato das cooperativas serem compostas por associados que desempenham, ao mesmo tempo, o papel de proprietários e de usuários dos produtos e serviços por elas oferecidos. Esta prerrogativa gera um alto grau de fidelidade e integração dos profissionais envolvidos com a entidade.
O Cooperativismo de Crédito se destaca na observância dos princípios da boa gestão empresarial. As Cooperativas de Crédito, que têm o Banco Central como órgão normatizador e fiscalizador, são parte integrante do Sistema Financeiro Nacional e vinculadas às normas que o regem.

Os princípios cooperativistas:

Os princípios cooperativos são linhas orientadoras através das quais as cooperativas levam os seus valores à prática. São eles:

1 – Adesão voluntária e livre – As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e assumir as responsabilidades como membros, sem discriminação social, racial, sexual, política e religiosa.

2 – Gestão democrática e livre – As cooperativas são organizações democráticas, controladas pelos seus membros, que participam ativamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os homens e as mulheres, eleitos como representantes dos demais membros, são responsáveis perante estes. Nas cooperativas de primeiro grau os membros têm igual direito de voto (um membro, um voto). As cooperativas de grau superior também são organizadas de maneira democrática.

3 – Participação econômica dos membros – Os membros contribuem equitativamente para o capital de suas cooperativas, controlando-o democraticamente. Normalmente, parte desse capital é propriedade comum da cooperativa. Os membros recebem, se houver, uma remuneração limitada ao capital integralizado, como condição de sua adesão. Os membros destinam os excedentes para as seguintes finalidades:
Desenvolvimento das suas cooperativas, eventualmente através da criação de reservas, parte das quais, pelo menos será, indivisível.
Benefícios aos membros na proporção das suas transações com a cooperativa.
Apoio a outras atividades aprovadas pelos membros.

4 – Autonomia e independência – As cooperativas são organizações autônomas, de ajuda mútua, controladas pelos seus membros. Se firmarem acordos com outras organizações, incluindo instituições públicas, ou recorrerem ao capital externo, devem fazê-lo em condições que assegurem o controle democrático pelos seus membros e mantenham a autonomia da cooperativa.

5 – Educação, formação e informação – As cooperativas promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos e dos trabalhadores, de forma que estes possam contribuir, eficazmente, para o desenvolvimento das suas cooperativas. Informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação.

6 – Intercooperação – As cooperativas servem de forma mais eficaz os seus membros e dão mais força ao movimento cooperativo, trabalhando em conjunto, através de estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais.

7 – Interesse pela comunidade – As cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades através de políticas aprovadas pelos membros.